"Como é que a pandemia está a fazer aumentar a poluição por plásticos?"

(In RTP, 4 Maio 2020)

"A pandemia de Covid-19 está a fazer explodir por todo o mundo a produção de artigos fabricados com plástico, entre os quais máscaras cirúrgicas, luvas e sacos para as vítimas mortais. A elevada procura de equipamentos de proteção pelos governos e pelas populações poderá, assim, causar um expectável aumento da poluição dos oceanos.

A produção de bens que contêm plástico é essencial durante a crise pandémica que o mundo enfrenta, especialmente numa altura em que muitos países continuam com um grande aumento diário de casos confirmados e em que os governos procuram assegurar a proteção dos profissionais de saúde e das populações.

Existem, porém, ações que podem ser tomadas de modo a ajudar à redução da poluição por plásticos. Uma delas é o uso de máscara comunitária de algodão por parte dos habitantes, em vez de máscaras cirúrgicas que possuem plástico entre os componentes, até porque estas devem ser reservadas aos profissionais de saúde e a quem lida com pessoas contagiadas. Estudos indicam que oito milhões de toneladas de plástico vão parar todos os anos aos oceanos, número que tende a aumentar com o tempo.

Outra importante ação para ajudar o ambiente consiste em depositar corretamente os equipamentos de proteção pessoal no lixo. Em vários países têm circulado pelas redes sociais imagens de máscaras e luvas usadas espalhadas pelas ruas e, se estas não forem rapidamente apanhadas e depositadas no lixo, facilmente vão parar à rede de esgotos – especialmente se a chuva as arrastar até às sarjetas – e acabam nos oceanos.

A poluição dos oceanos provocada por equipamentos de proteção pessoal apresenta problemas muito específicos para a vida marinha, de acordo com John Hocevar, um dos diretores da organização Greenpeace nos Estados Unidos. “Tal como acontece com os sacos de plástico, as tartarugas podem confundir as luvas com alforrecas ou outros alimentos. E as alças das máscaras podem fazer com que animais fiquem lá presos”, explicou à CNN."
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