"Mergulhadores descobrem recife de coral coberto de máscaras descartáveis"

(In TSF Radio Notícias, 09 Março, 2021)

"Quando regressaram ao mar depois do confinamento, dois mergulhadores depararam-se com um paraíso turístico destruído pela poluição.

Estima-se que 1,56 mil milhões de máscaras descartáveis tenham acabado no mar em 2020, o que representa entre 4.680 e 6.240 toneladas cúbicas plástico, revela o último relatório divulgado pela organização de conservação marinha OceansAsia.

Podem demorar até 450 anos até se decompor. Durante esse tempo, o material das máscaras é lentamente desfeito em microplásticos que acabam por ser consumidos por animais marinhos.

Foi precisamente um exemplo deste problema que um grupo de mergulhadores profissionais encontrou recentemente perto de Manila, nas Filipinas.

Quando, depois do confinamento, voltaram a Caban Cove - uma região muito apreciada por turistas - encontraram os recifes de corais coloridos cobertos de máscaras descartáveis.

A poluição já era um problema, mas piorou muito nos últimos tempos, contam à BBC os mergulhadores Shala e Oliver. "Aos dez minutos de mergulho encontramos logo 10 ou 12 máscaras".

Todo o lixo que não é corretamente descartado acaba no mar. É um facto ambiental: se deitar para o chão beatas de cigarros, plásticos ou máscaras descartáveis há uma grande probabilidade de irem parar à rede de esgotos e, mais tarde ou mais cedo, aos oceanos.

Desde o início da pandemia de Covid-19, associações ambientais de todo o mundo apelaram aos utilizadores de máscaras cirúrgicas que se desfizessem delas de forma correta, deitando-as para no lixo comum após utilização e nunca para o chão.

No entanto, em muitos países, como as Filipinas, não existe sequer uma correta gestão de resíduos urbanos, por isso, mesmo o lixo colocado nos devidos contentores pode não ser devidamente tratado e acabar no mar."

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